100 Dias de transformação na Educação de São Bernardo

 

Um novo jeito de aprender sobre alimentação

 

Iniciativas visam incentivar hábitos saudáveis de alimentação entre os estudantes; grupo se reunião com tribo Guarani e aprendeu sobre diversidade alimentar

 

Imagine a surpresa das crianças ao provarem, algumas delas pela primeira vez, a comida típica da cultura Guarani. Mesmo que essa comida seja um alimento que já está incorporado na rotina da maioria das pessoas, mas que poucas conhecem a sua origem. Foi exatamente isso que aconteceu na EMEB José Ibiapino Franklin, no dia 25 de março. O encontro com a tribo Guarani, realizado em parceria com o Ministério da Cultura, foi um mergulho na diversidade alimentar.

 

 “Os alunos puderam saborear alimentos típicos, como a batata-doce, garantindo que as crianças pudessem experimentar esse sabor ancestral”, contou Luciano de Souza Melo, diretor da EMEB localizado no pós-balsa.

 

Enquanto as crianças experimentavam os alimentos, representantes da comunidade indígena compartilhavam histórias e saberes, mostrando que alimentação vai muito além do que está no prato. É cultura, tradição e aprendizado. A experiência também faz parte do novo Programa de Educação Alimentar e Nutricional da rede municipal, que busca incentivar hábitos saudáveis entre os estudantes. O impacto já é visível nas escolas, com a melhor aceitação de frutas e verduras pelos alunos.

 

Na EMEB Bernardo Pedroso, na região do Baeta Neves, a Educação Alimentar também é desenvolvida através do cultivo da horta. “Após as crianças pequenas trabalharem juntas na horta da escola, que é um projeto desenvolvido coletivamente na creche, é comum observar uma melhora significativa na alimentação delas. Geralmente, elas se tornam mais interessadas em experimentar novos alimentos, especialmente frutas, que é fornecida pela merenda e vegetais que cultivaram como rabanete, couve e alface”, destacou Gabriela Pinheiro, a diretora da EMEB.

 

Voz ativa para estudantes de todas as idades

 

Conselho Mirim reúne alunos do ensino fundamental para debates sobre a rotina das escolas; na EJA, encontros são espaços para discussões

 

Não é só no cardápio que a rede municipal tem inovado. Desde fevereiro, estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA) têm se reunido para debater temas que fazem parte de suas vidas e comunidades. Esses encontros deram origem a projetos como "Ser Mulher: A Importância da Mulher na Comunidade" e "Quem Sou, Onde Estou e Para Onde Vou". Mais do que simples atividades escolares, essas discussões ajudam os alunos a enxergarem seu próprio papel na sociedade e a construir caminhos para o futuro.

 

“Quero falar um pouco do quanto é importante participar das assembleias aqui nessa escola. Os professores falam diversos assuntos importantes para o nosso conhecimento. Ouvimos, refletimos e podemos dar nossa opinião”, afirmou dona Teresinha Ribeiro dos Santos, de 64 anos, estudante da EMEB Professor Ramiro Gonçalez Fernandes, no bairro Taboão.

 

No Ensino Fundamental, a participação das crianças também ganhou um espaço especial com o Conselho Mirim. Esse grupo, formado por alunos, têm o objetivo claro: dar voz às crianças dentro da escola. Elas aprendem desde cedo que sua opinião importa e que podem, sim, fazer a diferença.

 

 

Compromisso com o presente e futuro

 

Avaliação Diagnóstica Formativa, aplicada a toda a rede, vai ajudar a entender melhor as dificuldades e potencialidades dos alunos

 

Outro grande passo na educação foi a Avaliação Diagnóstica Formativa, aplicada a toda a rede para entender melhor as dificuldades e potencialidades dos alunos. Essa iniciativa, criada pelos próprios educadores do município, permitirá um ensino mais alinhado às reais necessidades das crianças. “Nosso propósito é diagnosticar as aprendizagens curriculares e, a partir deste diagnóstico, a secretaria pode desenvolver uma política de apoio às escolas e aos professores, dando mais condições de trabalho para que eles desenvolvam sua docência com bastante eficiência”, explicou o secretário de Educação, Júlio César da Costa.

 

Na Educação Infantil, a adaptação dos pequenos ao ambiente escolar foi feita com muito acolhimento e cuidado. Afinal, para muitos deles, esta é a primeira experiência longe da família. O brincar intencional tem sido uma ferramenta fundamental nesse processo, ajudando as crianças a expressarem emoções, desenvolverem criatividade e, claro, se sentirem seguras nesse novo mundo.

 

A rede municipal também tem se dedicado a temas fundamentais como educação antirracista, cultura de paz e a Agenda 2030, com seus Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Cada escola adapta seus projetos para que façam sentido dentro da realidade de seus estudantes e comunidades, promovendo um aprendizado mais significativo.

 

"A sustentabilidade e a Educação Ambiental são pilares fundamentais dentro da Agenda 2030, e na rede municipal de São Bernardo, estamos comprometidos em levar esse conhecimento para dentro das escolas”, declarou Ruth Cristina Ramos, secretária do Meio Ambiente. “Nossa parceria com a Secretaria de Educação tem como foco a formação dos professores e gestores, garantindo que a Educação Ambiental faça parte da rotina escolar de forma estruturada e eficaz. Através de projetos como coleta seletiva, hortas escolares e plantio de árvores, queremos não apenas ensinar, mas também engajar as crianças e suas comunidades na construção de um futuro mais sustentável", completou.

 

Além de todas essas iniciativas, a Prefeitura convocou quase 200 novos profissionais da Educação e retomou o Cenforpe como centro de formação de professores. E vem mais por aí: em abril, será inaugurada a Escola de Formação dos Profissionais da Educação de São Bernardo, um espaço pensado para capacitar ainda mais os educadores da cidade.

 

Os primeiros 100 dias foram apenas o começo. A Educação de São Bernardo segue avançando, com ações concretas e um compromisso real com cada aluno da rede. Afinal, transformar a educação é transformar vidas.